UFV aprova mais de R$ 3 milhões em projetos e contam com a gestão da Funarbe

Mais de R$ 3 milhões deverão ser liberados visando ao financiamento de cinco projetos apresentados por professores da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Os recursos são destinados à execução de propostas que favoreçam a recuperação das áreas impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG), em 2015, e contarão com a gestão da Fundação Arthur Bernardes (FUNARBE) para sua execução.

As iniciativas foram aprovadas após concorrerem a duas chamadas públicas – uma delas lançada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), em parceria com a Fundação Renova, criada para gerir programas de reparação do impacto provocado pelo desastre ambiental. Ambas as entidades também participam de uma segunda chamada, que inclui a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).

As cinco propostas dos pesquisadores da UFV, que deverão receber R$ 3.164.723,41, abrangem quatro eixos temáticos: “Biota Aquática – Estrutura do Habitat”, “Educação e Cultura”, “Uso da Água” e “Uso Sustentável da Terra”. Vinculado ao primeiro eixo, o projeto “Impactos do rompimento da barragem de Fundão sobre a biota aquática e estrutura de seus habitats”, ao qual serão fornecidos R$ 2.165.276,66, tem como coordenador o professor do Departamento de Biologia Geral (DBG) da UFV Carlos Frankl Sperber. A iniciativa foi contemplada na chamada 10/2018, com recursos oriundos da Fapemig e da Renova. De acordo com o pesquisador, o projeto é formado por uma rede de pesquisa com professores de instituições brasileiras – UFV, UFLA – e internacionais – University of Southampton, University of Kent, ambas do Reino Unido, e Karlsruhe-Institute of Technology da Alemanha.

“Durante os cinco anos de previsão destes trabalhos, nosso intuito é acompanhar a evolução dos sistemas e gerar conhecimento estratégico para orientar as ações de mitigação e de reparação da bacia do rio Doce, de modo que a qualidade ambiental volte a ser melhor do que imediatamente antes do rompimento”, explica o professor Sperber. “A bacia do rio Doce sofreu um acúmulo de impactos, em que o rompimento da barragem de rejeitos representou uma ‘pá de cal’ num processo continuado de degradação ambiental”, acrescenta.

As demais quatro propostas da UFV, aprovadas para receberem financiamento relativo à chamada 09/2018, são fomentadas, além de Fapemig e Renova, pela Fapes. O professor Rafael Gustavo Rigolon da Silva, também do DGB, será o coordenador do projeto “Enredando saberes: implantação de uma rede de conhecimento e cooperação entre pesquisas, pesquisadores, alunos e moradores da Bacia do Rio Doce”, ao qual deverão ser liberados R$ 147.343,63. Já “Sistema de monitoramento da turbidez da água do Gualaxo do Norte por meio de Sensoriamento Remoto”, proposta do professor do Departamento de Solos (DPS) Márcio Rocha Francelino, deverá obter R$ 399.145,88. O docente Marcelo José Braga, do Departamento de Economia Rural (DER), foi autorizado a captar R$ 228.411,62 para desenvolver o projeto “Desenvolvimento de matriz sustentável de produção para a cadeia de leite e derivados nas regiões do Alto Rio Doce e Governador Valadares”. E a professora do Departamento de Microbiologia (DMB) Maria Catarina Megumi Kasuya obteve aprovação da proposta “Avaliação e testes de associação simbiótica entre espécies nativas com fungos e bactérias FBN nas áreas de nascentes, Áreas de Preservação Permanente (APPs) e áreas de recarga hídrica ao longo da Bacia do Rio Doce”.

 

Fonte: UFV em Rede