Inovações para o setor elétrico

Pesquisadores da UFV desenvolvem método para implantação de Infraestruturas de Dados Espaciais para organizações do setor elétrico.

 

Em parceria com a Cemig e com o Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), vinculado ao Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu (PR), pesquisadores da UFV desenvolveram modelos para implantação de Infraestruturas de Dados Espaciais (IDE) que poderão ser usados por qualquer empresa do setor elétrico. O projeto originou-se de um edital da Fapemig e contou com apoio da Funarbe para sua viabilização.

Utilizando IDE, a equipe de pesquisadores criou um geoportal que possibilita, além de armazenar e organizar os dados geográficos da empresa, disponibilizá-los para diferentes tipos de públicos e clientes da Cemig. As informações geográficas ficam acessíveis através de mecanismos de busca para acesso e o modelo desenvolvido permite que os colaboradores da própria empresa alimentem o banco de dados do sistema.

Para o professor do Departamento de Informática e coordenador do projeto, Jugurta Lisboa Filho, a importância da implementação do modelo em uma organização de grande porte como a Cemig se dá pela sua própria aplicabilidade. “Os diferentes setores da empresa geram mapas e dados espaciais de diferentes níveis de complexidade e muitas vezes o tamanho da empresa impacta na comunicação de um setor com o outro, gerando gastos desnecessários. A padronização dos dados proporcionada pelo geoportal torna as informações disponíveis aos colaboradores da empresa, de forma que eles saibam da existência das documentações existentes, possibilitando a redução de falhas administrativas”. Ele também aponta outros impactos positivos como o uso de tecnologias livres no ambiente empresarial, reduzindo custos com licença de software, além da diminuição do retrabalho, impedindo que um mesmo mapa seja produzido por setores diferentes.

O professor conta ainda que, após implementado o modelo, os membros do projeto foram treinados e orientados para garantir uma melhor utilização das ferramentas desenvolvidas.

 

Premiação 

A iniciativa resultou em quatro dissertações de mestrado e um dos produtos deste projeto, um editor de metadados, foi contemplado com o Prêmio MundoGEO#Connect 2017, o mais importante evento de Geotecnologia no Brasil.

 

Parceria com a Funarbe

“A equipe responsável pela gestão do projeto na Fundação Arthur Bernardes sempre foi muito cuidadosa, rigorosa e colaborativa, contribuindo para o desenvolvimento de todo o estudo”, disse Jugurta a respeito da atuação da Funarbe, que foi a fundação responsável pelo gerenciamento dos recursos necessários à realização do projeto. “A gestão administrativa-financeira do projeto, que teve duração de cerca de 3 anos, incluiu o pagamento das bolsas dos pesquisadores envolvidos e compra de equipamentos, além de outros serviços essenciais para o andamento da pesquisa”, esclarece a gestora do projeto, Rachel Arnaut.

 

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