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A Incubadora de Empresas de Base Tecnológica - INCUBADORA, é um órgão que se destina a apoiar empreendimentos de atividades de base tecnológica e tem como objetivo geral, promover o desenvolvimento, gerar o bem-estar social (impostos, renda e empregos de qualidade) e preservar a qualidade de vida, através do estímulo à criação e ao desenvolvimento de  empresas que ofereçam produtos e serviços tecnologicamente inovadores.

 

A INCUBADORA foi criada no dia 28 de maio de 1996, pela Resolução N.º 06/96 do Conselho Universitário – CONSU da Universidade Federal de Viçosa – UFV, e viabilizada em parceria com a Fundação Arthur Bernardes – FUNARBE, através de convênio de cooperação mútua.

 

Em agosto de 2001, através da Resolução 12/2001, a INCUBADORA passou a fazer parte do Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa – CENTEV, órgão diretamente vinculado à Reitoria da UFV e, juntamente com a Central de Empresas Juniores, o Parque Tecnológico de Viçosa e o Núcleo de Desenvolvimento Social e Educacional, é viabilizado com o apoio da Prefeitura Municipal de Viçosa - PMV, da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais -SECTES, e pela própria UFV e FUNARBE.

 

Localizada no campus da UFV, a INCUBADORA conta com as instalações da Unidade de Apoio ao Empreendedorismo Professor Erly Dias Brandão, no prédio anexo ao Edifício Sede da FUNARBE.

 

A oportunidade está aberta a todos os segmentos da sociedade, pessoa física ou jurídica, individualmente ou em grupo, empresas já consolidadas que queiram desenvolver ou criar novos produtos ou serviços em parceria com professores/pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação, desde que, apresentem uma proposta comercialmente viável com base em uma nova tecnologia.

 

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Em janeiro de 1993, a UFV foi convidada para participar do curso "Processo de Incubação de Empresas de Base Tecnológica a partir de Universidades", promovido pela Fundação CERTI com apoio da CAPES e do SEBRAE, em Florianópolis - SC. Para esse curso, a UFV em parceria com a FUNARBE, cujos objetivos são os de estudo e desenvolvimento social, econômico, científico e tecnológico em apoio à Universidade Federal de Viçosa, enviaram um professor e um técnico administrativo com a missão de se capacitarem para criar em Viçosa uma infra-estrutura de Incubadora de Empresas.

Após a realização do curso, foi elaborado por esses profissionais, um projeto com vistas à implantação da INCUBADORA, calcado principalmente no potencial científico e tecnológico da UFV no setor agroindustrial, pelo qual é reconhecida internacionalmente, e em sua tradição em transferência de tecnologia neste setor. O projeto foi difundido no meio acadêmico e na comunidade regional através de reuniões, da imprensa local e de um seminário apresentado por professores da UFV e por um técnico do Ministério da Ciência e Tecnologia, realizado em outubro de 1993, com apoio do SEBRAE. A idéia de se criar uma INCUBADORA encontrou receptividade tanto no meio acadêmico como na comunidade em geral.

Após esse período de divulgação e defesa do projeto, a administração da UFV, através da portaria nº 1172/94, designou uma comissão, composta de quatro professores e um técnico administrativo, para estudar a implementação e propor a normatização. Este grupo de trabalho, após analisar projetos e normas de Incubadoras de Empresas já instaladas ou em fase final de instalação em diversas universidades brasileiras, e considerando as características próprias da UFV, elaborou as propostas de documentos que foram apresentadas em 17 de fevereiro de 1994. As propostas continham sugestões relativas ao convênio a ser firmado para gestão da INCUBADORA, ao regimento interno, ao edital de convocação de empreendedores e ao contrato para incubação de empresas.

Apesar da receptividade à proposta, o meio acadêmico que tradicionalmente tem direcionado seus conhecimentos para a pesquisa não tinha uma nítida percepção do empreendimento tecnológico e nem o domínio da atividade empresarial. Por conseguinte, essa comunidade, por um bom período, mostrou-se bastante indiferente quanto às ações para implementação da INCUBADORA.

Um outro fator que contribuiu para a dilatação do período de amadurecimento da proposta é a localização da UFV, distante dos centros industriais. Portanto, um projeto dessa natureza ainda não teria ambiente propício em Viçosa, necessitando buscar novos conhecimentos que possibilitassem uma melhor compreensão das características do meio empresarial. Nesse sentido, tornou-se necessário compreender o ambiente de empreendimentos, as modalidades de transferência de tecnologia dos centros de pesquisa para o setor industrial, o relacionamento e a atuação dos principais atores desse processo, a gestão da inovação e a complexidade do desenvolvimento de empresas de base tecnológica.

No intuito de obter essa capacitação, a partir de 1994 a UFV estimulou a criação de Empresas Juniores, apoiou o programa "Quintal de Casa" da Secretaria de Desenvolvimento Municipal e investiu no treinamento de docente, a nível de doutorado, voltado para a problemática da inovação tecnológica e a criação de empresas de base tecnológica. Além disso, a UFV tem estimulado a participação de técnicos e professores em Cursos, Seminários e Congressos, relacionados com Transferência de Tecnologia, Incubadora de Empresas, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, tendo participado, inclusive, da Missão de Estudos à Europa, no âmbito do Programa de Treinamento para Processo de Incubação de Empresas de Base Tecnológica, no período de 1o a 14 de setembro de 1996. Essa Missão de Estudos teve como objetivo a troca de experiências entre líderes de projetos de incubação de empresas Latino Americanos e Europeus, envolvendo atividades em Universidades da Holanda, Alemanha, Bélgica e Inglaterra.

Em maio de 1995, foi promovido pela UFV e pela FUNARBE, com apoio da FAPEMIG, o II Seminário sobre "Incubadora de Empresas de Base Tecnológica", com a atuação dos principais especialistas do país nesta área, reunindo representantes empresariais, governamentais e acadêmicos. Nessa ocasião foram tomadas algumas decisões referentes à criação da INCUBADORA, sendo que, a responsabilidade de gestão foi atribuída à FUNARBE, gestora de projetos da UFV, tanto em nível de pesquisa institucional quanto em convênios com o setor privado.

Um ano após a realização do II Seminário e a decisão de atribuir a responsabilidade de gestão à FUNARBE, em maio de 1996, o Conselho Universitário aprovou, através da resolução n.º 06/96, o "Regimento da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Viçosa" e, em setembro de 1996, foi assinado o convênio n.º 108/96, entre a FUNARBE e a UFV, para implementação do projeto. Ainda no mês de setembro, a UFV, através da Portaria 926/96, designou o Conselho Deliberativo da INCUBADORA, que é constituído por três representantes da comunidade acadêmica, três da comunidade empresarial e um da FUNARBE, sendo que, mais recentemente foi incluído um representante do SEBRAE Minas.

A FUNARBE, como gestora, tem adotado uma série de medidas no sentido de adquirir a capacitação necessária para conduzir o projeto, principalmente no que se refere a recursos humanos, estrutura física, estabelecimento de parcerias e formação empresarial.

Em outubro de 1996, a FUNARBE designou, pelo Ato 015/96, o Coordenador da INCUBADORA e, a partir daí, tomou decisões para o funcionamento, sobretudo com relação a recursos humanos, espaço físico e apoio logístico de modo geral.

O Conselho Deliberativo elaborou o ROTEIRO para apresentação de propostas para pré-seleção de projetos, divulgado no início de janeiro de 1997, através dos veículos de comunicação locais.

Os projetos apresentados são avaliados pelo Conselho Deliberativo da INCUBADORA, por meio de relato de comissões designadas para esta finalidade, após entrevista com os proponentes, além de pareceres de consultores e de especialistas do SEBRAE .

Em agosto de 1997 as primeiras empresas foram incubadas, e no decorrer, várias decisões foram tomadas no sentido de consolidar a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica FUNARBE/UFV, como a busca de novos parceiros para o empreendimento. Para tanto, a divulgação e a defesa desse projeto a nível local e regional mereceu grande destaque, através da apresentação de seminários, palestras, participação em reuniões, congressos e outros encontros, além de concessão de entrevistas para rádios e televisão.

 

É associada à ANPROTEC e à RMI, desde 17/10/1995 e 04/08/1997, respectivamente.

 

 


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